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6 de setembro de 2011

Surtar é normal!

Já recebi alguns emails de noivinhas queridas do blog pedindo conselhos sobre como controlar o stress pré-casamento. Para o noivo, para a família, para as amigas pode parecer frescura total, mas só a gente sabe o que passa dentro da gente quando a data do casamento tá chegando e quando a gente vê todo aquele tempo de pesquisa, de dedicação, de namorar um vestido, uma decoração, modelinhos de convite, tudo se tornando real. É um momento de felicidade plena, mas por ser tão importante e pelo fato de a gente valorizar tanto o que tá acontecendo, a gente surta. E surtar é normal!

Tudo começa quando a gente estranha algumas reações nossas, acha que tá dando importância demais a uma coisinha muuuito pequena, mas não consegue fazer diferente. A gente se irrita com facilidade e as respostas se tornam mais ásperas. Alguém se identifica? 


Eu mesma surtei algumas vezes. Lembram do drama da dobradura do guardanapo? Até hoje o povo ri da minha cara, mas só eu sei o sentimento de desespero que reinava em mim e que, infelizmente, era mais forte do que eu. Gente, um dia antes do casamento civil (que aconteceu 3 dias antes do casório oficial) eu surtei bonito! Estava sobrecarregada, cansada e cheia de coisas para fazer nos dias seguintes e, com minha mania de ser centralizadora, é claro que estava nos meus planos fazer tudo sozinha. Aí não tem quem aguente! Surtei, chorei, fiz o maior fiasco na frente do noivo, mas foi a melhor coisa que aconteceu. Falei tudo o que estava acontecendo e ele me ouviu sem me julgar, como se cada problema meu, por mais tolo que fosse, também fosse um problema dele. E, finalmente, eu pedi ajuda. Gente, só uma noiva sabe o quanto é difícil pedir ajuda quando se trata do casamento! É difícil confiar que vai sair do nosso jeitinho, que a pessoa vai dar conta, mas é necessário!!! Conte com as pessoas em quem você mais confia, e, principalmente, coloque o cerimonial para trabalhar!!! 

Outra coisa: surte sozinha! Quando a gente fica estressada, a coisa mais natural do mundo é a descontar em quem tá mais perto, em quem mais ama a gente. Quem enfrenta essa? O noivo, é claro! E coitadinhos, eles não merecem! Então, peguem o carro, vão para uma praia, vão fazer uma caminhada, assistam a um filme engraçado, convidem as amigas para um bate-papo despretensioso e onde o tema casamento seja proibido! Faça coisas bem anti-casamento, como uma amiga minha sugeriu e eu contei aqui

Se a rotina e o orçamento permitirem, peguem um final de semana, só você e o noivo, e saiam em uma viagem, nem que seja de um final de semana, em qualquer hotelzinho perto da sua cidade. Pode ser praia, fazenda, aquilo que mais agradar vocês. O importante é dar uma fugida da realidade, se desconectar. Ah, importante: nada de celular e computador por perto! 

Massagens, terapia, florais... tudo isso ajuda e muito! Massagem é a coisa mais delícia do mundo, então aproveite e se dê de presente um pacote de massagens nesse período pré-casamento. Eu fiz um pacote poderoso de drenagem linfática e super recomendo essa minha escolha. Além de relaxar um monte, a drenagem ajuda na retenção de líquidos e acaba deixando a gente mais magrinha. Foi uma sábia escolha! Quem curte terapias alternativas, super indico tomar uns florais! Eu não tenho nenhuma formação em naturologia para indicar o que vocês devem tomar, mas várias farmácias de manipulação contam com profissionais que podem te ajudar nessa escolha. Eu comprei o meu floral na Floratha, que fica no Centro de Floripa. Para quem curte e tá com um dinheirinho sobrando, terapia já! Eu adoraria ter feito, só não fiz mesmo porque é meio carinho e todo nosso dimdim já tinha destino certo, mas eu recomento muito! A ajuda de alguém que tá de fora é sempre muito válida e ajuda a gente a compreender melhor nossas reações e a lidar melhor com nossas atitudes, sem nos julgar, sem achar que é frescura, sem achar nada!

Para o noivo, pais, amigos que estão por perto, a melhor coisa a fazer é tentar ajudar, se mostrar disponível e estar por perto da sua noivinha surtadinha! Dizer que é besteira, que dá pra fazer de qualquer jeito não é uma boa ideia! E nunca, nunca, nunca, nunca diga que ninguém vai reparar nesse detalhe mini mini mini que ela cismou em fazer! E tenha muita, mas muita paciência, porque vocês ainda vão rir muito desses momentos! O pessoal pega no meu pé até hoje por causa da história dos guardanapos, e eu digo sempre que foi a dobradura do guardanapo mais linda do mundo! 

O segredo é segurar a onda e ter bom humor sempre! E gente, preciso confessar: o casamento vale cada surto :)

Se você tem alguma dica pra contar pra gente de como fez para lidar com esse estress pré-casório, escreva aqui pra gente! Tem noivinhas que vão precisar muuuito dessas diquinhas!!!

13 de junho de 2011

Vale a pena apelar para Santo Antônio!?


Hoje é dia de Santo Antônio, o famoso Santo Casamenteiro. Hoje também é o dia em que muita menina vai fazer simpatia, pedir de joelhos, colocar o coitadinho de cabeça para baixo, tirar o menino Jesus do colo dele. Se funciona? Eu não sei, sinceramente. Minha mãe sempre foi devota de Santo Antônio, e por acreditar no poder do santo, eu não teria a audácia de aprontar com ele. Sempre pedi, é claro, mas sempre fui boazinha com ele :) E você, já fez alguma neste dia 13 de junho?

Sobre namoro, casamento, encontros e desencontros...


Há algum tempo, desde que noivei e principalmente depois de o blog ter se tornado público, recebi muitas vezes perguntas do tipo "Fê, agora que tu tá noiva, como que a gente faz pra conseguir um namorado!?" Ou "como a gente consegue transformar o namoro em noivado?" e coisas do gênero. Hoje foi o dia dos namorados, meu último solteira. Mas nem sempre foi assim. Eu já passei por todos os encontros e desencontros da vida, igualzinha a você, e muitas vezes me perguntei se algum dia eu chegaria a me casar. Eu não fui daquelas que namorou a vida toda nem colecionou namorados um atrás do outro, e hoje vejo o quanto isso foi importante pra mim, ainda que no passado eu morresse de inveja daquelas que trocavam de namorado como trocavam de roupa e nunca estavam sozinhas. Hoje agradeço pela trajetória que tive, apesar dos escorregões que dei com o passar do tempo. Enquanto eu estava sozinha, eu aprendi a gostar de mim. Aprendi a fazer coisas sozinha e gostar de fazer coisas sozinha. Fui minha melhor companhia. Eu me conheci por completo: o que gosto, o que não gosto, o que me irrita, o que me agrada, o que me encanta, o que tira minha paciência, o que eu consigo tolerar... e aprendi muito com tudo isso. Principalmente, aprendi a me respeitar. Aprendi a dizer não para a balada quando estava frio, aprendi a dizer não para alguém da família quando estava a fim de ficar no meu cantinho, aprendi a ser mais egoísta - sim, egoísta, e aprendi também que isso não é algo ruim. Eu aprendi a me amar. Casamento sempre foi algo com que eu sonhei, e mais do que isso, queria muito ter um companheiro, dividir as coisas, ficar junto sem a menor pretensão. Mas depois que eu passei a me amar, vi que esse companheiro tinha que amar essa pessoa que eu amava, com as qualidades, os defeitos, as coisas irritantes... E foi assim, sem pressa, sem desespero, num dia comum, que o Diogo apareceu na minha vida e não saiu mais. E do mesmo jeito que o namoro começou, veio o noivado e agora chega o casamento: de forma natural, espontânea, gostosa e tranqüila.

Não fique preocupada porque está sozinha: curta você. Sua casa, sua família, sua cama, seu cantinho, as coisas que você gosta de fazer. Vá pro salão, faça massagem, faça a unha, fique bonita para você mesma. Quando a gente tá bem com a gente mesma, atrai as coisas boas da vida, atrai gente no mesmo astral, na mesma vibração. Mas quando você está um caco, a regra é a mesma, e você não quer atrair nenhum caco, certo?

Se você está namorando, aproveite tudo isso que você tem. Cuide de você, do seu namorado e da sua relação com o mesmo carinho, com a mesma dedicação. Aproveite o momento e não exija que a sua relação evolua para algo que ela ainda não está pronta para evoluir. Deixe as coisas acontecerem com o tempo, com naturalidade, com romance. Pressão e desespero só desgastam a relação e te desanimam cada vez mais. Faça da sua relação a mais gostosa do mundo, e amor de verdade é amor de verdade com ou sem aliança no dedo.

Resumindo... pra gente encontrar um grande amor, a gente precisa primeiro se amar, se conhecer e se respeitar! Não existe regra, não existe receita, não existe conselho perfeito quando se trata de namoro ou de casamento. O que eu posso dizer pra vocês é que quanto mais natural, mais sincero e bonito tudo fica :)

10 de maio de 2011

Preciso dar uma lembrança aos padrinhos quando for convidá-los?

Não existe em nenhum manual de etiqueta que diga que você precisa dar uma lembrancinha aos padrinhos. Agora, é diferente se você acha importante, se te agrada oferecer uma coisinha fofa como agradecimento por apadrinharem o casal. Se você gosta da idéia, sobrou um dinheirinho e tem tempo e vontade de fazer, eu digo que você deve desenvolver a idéia. Eu acho super fofo, tem muita coisa bonita que você pode usar como presentinho! Vou fazer um post sobre isso qualquer hora, que tal?

Mas de onde surgiu essa história de dar uma lembrança aos padrinhos?

Para ser bem sincera, eu acho que essa foi uma necessidade criada pelo mercado. Na verdade, trata-se de uma "tradição" recente, quando as pessoas viram (e eu acho isso fantástico) o incrível potencial da indústria de casamento e o quanto poderiam incrementar, transformar sonhos em coisas tangíveis, personalizar idéias, e sim, transformar suas paixões (artesanato, bijuteria, qualquer coisa) em um negócio lucrativo!

Quanto definimos quem seriam os nossos padrinhos, eu quis fazer várias coisas. Queria algo diferente, inovador, e é claro que não encontrei. Aí fui desanimando, tudo o que eu queria precisava encomendar em outras cidades, o custo do projetinho aumentou e eu vi que estava me estressando demais com algo que deveria ser prazeroso. Foi quando coloquei a cabeça de volta ao eixo e vi que essas pessoas maravilhosas que queríamos convidar como padrinhos ficariam felizes apenas com nosso convite, e isso seria o maior presente de todos. Aí lembrei de quando fui convidada para madrinha do casamento do meu irmão mais velho, e como fiquei honrada com o convite, e de como não senti falta de nada, absolutamente nada material. O maior presente eu já ganhara: foi confiada a mim a tarefa de encaminhá-los ao altar, de testemunhar a união deles. Foi então que decidi que não teria lembrancinha, mas sim um convite sincero, cheio de alegria, de amor, e era isso que nos importava!

Minha opinião é que você deve fazer aquilo que tem vontade, e que vai te deixar mais feliz e realizada. Não faça porque todo mundo faz, e também não faça porque eu não fiz, ou porque não existe obrigação de fazer. Seja fiel à sua vontade, ao que você idealizou, àquilo que vai fazer esse teu momento noiva ainda mais especial!

Agora, para as recém-casadas que já fizeram suas lembrancinhas, o blog quer dicas!!!! Pode deixar aqui nos comentários que nós vamos adorar!!!

8 de maio de 2011

Diário da Noiva - mais um capítulo!

Acabo de voltar do último dia da Expofair Clicnoivos. Um evento lindo, sofisticado, bem organizado e extremamente bem executado. Vivi momentos emocionantes, adorei estar frente a uma platéia de noivos e noivas ansiosos, confiantes no que eu tinha a dizer. Conheci pessoas muito queridas e estreitei laços com outras pessoas muito amadas que já conhecia, e tive o prazer de reencontrar e bater um papinho. Encontrei noivas do blog, leitoras assíduas, meus fiéis parceiros, grandes nomes da indústria casamenteira do nosso estado. Comi docinhos, bem-casado, muitos brownies, tomei espumante. Ganhei massagem. Vi o fim de tarde da linda vista do Hotel Majestic, um dos endereços mais fantásticos da nossa cidade. Foi lindo! Durante a semana vou postando para vocês tudo que aconteceu na feira, que foi linda, é só eu receber as fotos que mostro tudinho :)

Acima de qualquer coisa, e a mais importante delas, estou vivendo emocionada e intensamente meus últimos momentos de noiva. O casamento está batendo à porta, a emoção anda à flor da pele. Já deu uma leve nostalgia, pois ser noiva é a coisa mais gostosa do mundo! É a expectativa cheia de amor, de carinho, de suavidade, de entrega e de cumplicidade. É um momento cheio de mimos, cheio de frescurite, bem do jeito que mulher gosta. É um momento do romance, do sonho da casa nova, do cheiro do meu gatinho, do namoro, de andar de mãos dadas, do beijo carinhoso na bochecha. É um momento único, lindo, e eu só posso agradecer a Deus por ter um caminho ao altar tão bonito, tão cheio de alegrias!

2 de maio de 2011

Dois passinhos para trás!


Para mostrar respeito às tradições do marido, Kate deverá andar sempre dois passos atrás de William nos compromissos públicos oficiais. Tudo bem, tudo bem, a mocinha sabia onde estava se metendo e nós sabemos bem que o protocolo inglês não permite que a mulher seja realmente dona da sua vida ou viva de acordo com suas regras - tudo sob a tutela da Rainha Elizabeth (medo!) -, mas saber disso me despertou uma certa aflição, e, infelizmente, apesar de muita mulher gritar aí que existe igualdade, grande parte do time feminino ainda gosta, ou prefere, estar alguns passinhos atrás do companheiro.

Eu não sou a maior feminista do mundo, gosto do que conquistamos, da liberdade que conseguimos, do poder de decisão e de escolha que hoje temos, mas deixo claro que não queimei meu sutiã em praça pública e gosto de ser mulher, me sinto mais segura e completa quando o Diogo está comigo, gosto de o homem abrir a porta do carro e pagar a conta (o que é bem diferente de ser bancada por um homem, e não tem nada a ver com o valor, mas pela gentileza que o gesto demonstra), mas nunca cogitei a idéia de viver à sombra de um homem, ser coadjuvante de uma história ou esperar decisões de outra pessoa.

Eu sou canceriana, romântica e sempre sonhei com o casamento, mas eu nunca o vi como uma prisão, como algo que te priva de ser você mesma, de tomar suas decisões, de esolher e trilhar seus caminhos. Ceder faz parte da história, é claro, mas fazemos isso porque amamos, porque buscamos o bem comum, a felicidade do casal, e isso é sim, muito válido e muito correto quando existe uma troca, quando cada um cede um pouquinho, quando existe um ajuste natural e saudável. Por isso eu sempre falei que meu sonho era casar, mas casar com uma pessoa que fosse como eu, que pensasse como eu e que andasse ao meu lado. Uma pessoa que não estivesse à minha frente e nem atrás de mim. Isso não tem nada a ver com dinheiro, com classe social, com formação. Uma pessoa que estivesse ao meu lado seria uma pessoa que estivesse em sintonia comigo, que conjugasse os mesmos valores, as mesmas crenças e os mesmos objetivos. Uma pessoa que respeitasse minhas escolhas, apoiasse minhas decisões e que, quando necessário, agisse como "advogado do Diabo", como diz meu noivo, que dissesse aquelas coisas que você não quer ouvir, mas que são absurdamente necessárias. Uma pessoa que está ao teu lado não te cobra, te incentiva. Não faz as coisas por você, mas te ajuda a traçar o teu caminho. E ainda que duas pessoas estejam em momentos de vida diferentes - um já se formou, o outro não; um está bem empregado, o outro ainda procura se posicionar profissionalmente; um ganha bem, o outro nem tanto -, isso não quer dizer que estejam atrás do outro. Estarão lado a lado se forem parceiros, companheiros, ajudarem um ao outro.

Quis fazer esse post pois fiquei bem intrigada com a notícia que ouvi, e como isso que fez pensar no real significado do casamento, e do quanto é bom e poderoso quando a gente não esquece da gente, quando a gente ama muito o outro, mas se ama muito também, e não coloca nenhum de nossos objetivos no passado simplesmente porque está casando. Eu ainda quero conquistar muita coisa, e sei que o Diogo tem esses mesmos objetivos pessoais, e acho isso ótimo, fantástico e, principalmente, muito saudável. E para estar bem com isso, com os sonhos pessoais do companheiro (a carreira, um curso fora, um título, a casa na praia, o que for), não adianta, é preciso estar em sintonia, compreender o outro, e estar sempre lado a lado. Somos seres independentes, que se amam acima de qualquer coisa, somos bem resolvidos com o que nos tornamos e tudo que queremos é ser feliz juntos, e sabemos que felicidade é uma soma de vários fatores, inclusive as conquistas pessoais de cada um, e, o mais importante de tudo é que estejamos juntos para curtir cada passinho e cada mini vitória um do outro, afinal, tem coisa mais gostosa do que ver quem a gente ama feliz?

Para quem não aguenta mais ouvir sobre o Casamento Real


Imagino que vocês estejam tendo uma overdose de informações sobre o casamento real, haja vista que todos os blogs, sites, jornais e programas de tv não falam em outra coisa. Ainda que você não curta muito a família real, considere a monarquia algo totalmente ultrapassado e ache um abuso o fato de 2 bilhões de pessoas acompanharem uma cerimônia de casamento, você deve concordar comigo que este é um momento histórico, e que ritos e tradições, por mais moderno e evoluído que o mundo seja hoje, ainda são coisas bonitas e emocionantes de se ver. Meu pai perguntou, ao me ver às 7h da manhã vidrada na frente da televisão e com o computador no colo, o que eu ganharia com tudo aquilo. Respondi que eu estava participando, toda orgulhosa, de um dos acontecimentos mais importantes da década, para não dizer do século. Eu estava vendo a história ser escrita, estava vendo a moda ser ditada, estava vendo a transformação de uma mulher em uma princesa, a jovem que se torna mito, o sonho que se realiza.

Muito protocolo, muita pompa, muita coisa desnecessária, muita falsidade, muita hipocrisia. Ouvi de tudo a respeito do casamento real, especialmente coisas ruins, e talvez muitas delas sejam verdade - não olho para o casamento apenas com olhos românticos, mas sim com olhar de mulher aliado a um olhar crítico, de quem gosta de observar as pessoas, os costumes e tudo mais que cerca o comportamento humano. Mas participamos, na última sexta-feira, de um momento marcante. Vejo que ainda hoje as pessoas falam do casamento de Diana e Charles, de como foi aquele dia, de onde estavam assistindo, quantos anos tinham, o que estavam fazendo, e não foram apenas mulheres ou meninas em idade de sonhar em ser princesa, e sei que vamos, em alguns anos, gostar de falar que assistimos ao casamento de Kate e Willian, que acompanhamos as notícias, que lembramos do vestido, da rainha e de tudo que aconteceu naquele dia.

Pois bem, este é um blog casamentício, e o assunto ainda vai ser pauta de muita coisa nesta semana, afinal, nós adoramos uns babadinhos reais, certo?

29 de abril de 2011

Dez coisas que Kate não poderá fazer!


Agora Kate é Catherine, Sua Alteza Real Princesa de Gales, Duquesa de Cambridge. O nome é muito bonito, mas vamos combinar que nem tudo serão flores na vida dela... sente só as coisas que Kate não pode mais fazer:

1 – Ser chamada de Kate. Quando Kate se tornar uma Windsor, seu título oficial passará a ser “Sua Alteza Real a Princesa de Gales”. Ninguém poderá mais se dirigir a ela como Kate – apenas como Catherine ou senhora.

2 – Votar. Tecnicamente, a Rainha e outros membros de sua família têm o direito de votar, mas não o exercem porque na prática isso é considerado anticonstitucional e em desacordo com a neutralidade necessária à Família Real perante seu povo.

3 – Exercer um cargo político. Novamente, a prática não condiz com o papel da realeza inglesa.

4 – Evitar o julgamento do povo. Ao se tornar uma princesa, ela ficará sob os olhos de seus súditos 24 horas por dia, sete dias da semana. E terá de lidar com isso pelo resto da vida – pelo menos é o que se espera. Afinal, a Família Real oferece aos britânicos generosa fonte de entretenimento, com seus escândalos e boatos.

5 – Jogar Monopoly (Banco Imobiliário). Em 2008, o príncipe Andrew, Duque de York, disse que a Família Real proibiu o jogo porque o mesmo se converte em um ‘vício’. No entanto, Andrew não contou o que eles passaram a usar para se entreter após a decisão.

6 – Dizer ou fazer algo controvertido. Isto inclui qualquer manifestação da princesa referente à sua posição política, social ou sexual... Basicamente, tudo o que diga respeito a sua personalidade.

7 – Comer mariscos. Aparentemente, nunca são servidos mariscos à Família Real, para evitar uma possível uma intoxicação alimentar em algum de seus membros. Sendo assim, se Kate não puder ficar sem os crustáceos, terá de comê-los em outro lugar.

8 – Trabalhar. É bem sabido que Realeza e trabalho não combinam. Como ficou provado quando o Príncipe Charles tentou trabalhar em uma fábrica ou quando a condessa Sophie Wessex foi forçada a abandonar sua agência de relações públicas. Contudo, isso não deve ser um problema para Kate. Apesar de ter se formado em História da Arte, a jovem de 29 anos acumula curtas experiências de trabalho em sua carreira. Como princesa, ela provavelmente ocupará seu tempo com eventos nos quais tenha que comparecer como representante da Família Real. (confesso que isso eu acho que eu levaria numa boa... hehehe)

9 – Assinar documentos não-oficiais. Como uma das futuras conselheiras de Estado caso William se torne rei, é possível que ela tenha que assinar papéis oficiais no futuro. E as pessoas nessa posição não podem assinar passível de cópia.

10 – Terminar de jantar. Se for mais lenta que a avó do marido para comer, Catherine poderá passar muita fome.

18 de abril de 2011

A casa do pai da noiva


Noivas, como andam as casas de vocês?

Aqui em casa o ritmo de casamento tem se espalhado por todos os lugares. Eu sou uma pessoa que precisa de espaço, e em cima da mesa de jantar na nossa sala, estão meus cadernos, minhas anotações, uma pilha com as revistas mais recentes, uma caixa cheeeeia de edições mais antiguinhas de revistas de casamento e meus livros: manuais de etiqueta para casamento, alguns nomes como Vera Simão, Cláudia Matarazzo e Glória Kalil, e meus livros de moda. É nesta mesma mesa que apoio meu computador e escrevo para vocês. Sempre foi assim, talvez com um pouco menos de volume, mas desde que comecei a organizar o casamento e a escrever o blog, a mesa virou meu local de trabalho.

Mas agora, com a proximidade do casamento, a casa toda está tomando ares de "casa do pai da noiva". Hoje os convites chegaram e são pilhas de caixas contendo todos eles. Ainda esta semana chegam os espumantes e um dos quartos vazios (somos em quatro irmãos, todos já casados, só falta a caçulinha aqui, então por isso a quantidade de espaço) será preenchido com essa bebidinha delícia que tomaremos no grande dia. Daqui a pouco chegam mais detalhes. São os menus, as minhas surpresinhas que inventei pro casamento, e, em pouco tempo, os presentes. Fico emocionada com isso tudo acontecendo... daqui a pouco será a hora de guardar as roupas de verão, começar a organizar tudo em caixas, planejar a mudança para o apartamento.

É engraçado, e ao mesmo tempo nostálgico, como a gente vai mudando a relação com a casa da gente. Esses dias liguei para minha irmã convidando para um café, e quando ela perguntou onde, eu disse lá no pai. Depois que desliguei o telefone fiquei pensando no significado do que eu tinha acabado de dizer, e por dentro me bateu uma nostalgia tremenda, daquelas que só quem está por casar sabe. É uma sensação diferente, gostosa, muito gostosa, mas que mexe comigo por inteiro. Este lugar me viu crescer, foi aqui que eu dei os primeiros passos, e agora eu começo a me despedir dele. Eu sei que sempre será a minha casa, sempre terei a chave, sempre será meu espaço, mas minha relação com essa casa já mudou, e só hoje, quando entrei com as caixas dos convites que percebi isso.

Meu dever agora é curtir cada segundinho dessa casa. Ficar no sofá, ver televisão, brincar com o cachorro no jardim. E, é claro, me arrumar aqui no dia do casamento e sair desta casa vestida de noiva. Essa será minha melhor despedida!!!

7 de abril de 2011

Bem Noiva!


Eu sempre fui uma pessoa muito prática, às vezes até racional demais. Entendo que o jeito que somos, que agimos, que pensamos é tudo resultado de cada coisinha que aconteceu na nossa vida, e, no meu caso, tudo convergiu pra me tornar uma pessoa extremamente prática, decidida, rápida e até meio impaciente. Eu gosto de ser assim, mas quando comecei a ver as coisas do casamento, tudo mudou. Não fiquei cega, não perdi o bom senso. Negociei e negocio muito, desde às planilhas com o noivo ao contrato com os fornecedores, penso em dinheiro com a razão e não faço besteira com ele e tenho a maior consciência - e alívio - de que o nosso grande sonho está adequado ao nosso bolso.

Mas quando a parte boa do casamento começou, eu deixei todo meu lado menina sonhadora, canceriana, romântica incontrolável tomar conta de mim. E tem sido uma delícia. Continuo com meu lado prático de fazer as coisas, mas me permiti tempo, muito tempo para sonhar com toalhas, flores, pensar e repensar a decoração, cismar com uma cadeira e fazer mil esquemas na planilha para incluí-la, sonhar com o vestido perfeito, enjoar dele e escolher um completamente diferente, passar horas na frente do computador namorando a pastinha Inspiração, enfim... colocar todo meu lado mulherzinha pra fora, bem noiva.

Tem sido tão gostoso curtir esse momento que eu fico até emocionada. Acho que não tem momento mais lindo na vida da gente, porque casamento é uma coisa onde todo mundo tá feliz, onde todo mundo sorri pra ti, onde todo mundo vê o mundo cheio de amor, de esperança, de felicidade. Essa semana encontrei uma querida amiga que casou recentemente, e disse que já está morrendo de saudades da época do noivado, em que ela se perdia em detalhes, em cores, flores, sonhava o dia inteiro... e disse pra eu cuidar com carinho desse momento, aproveitar até não aguentar mais, e quando chegar a esse ponto curtir mais um pouquinho, porque depois não tem mais. Acho que esse é o momento de a gente ser bem menina, bem sonhadora, bem neurótica com coisas bem pequenas e que todo mundo acha que não tem a menor importância mas isso tira o seu sono... penso que é um momento de a gente se permitir, de sonhar acordada, de ser bem noiva!

E você, leitora, como está sendo ou foi o seu momento bem noiva?

* Para quem é nova por aqui, a foto lá em cima foi tirada em um workshop de fotografia de casamento, eu que eu e meu noivo servimos de modelo para um grupo de fotógrafos. A foto é de Anderson Miranda.

6 de abril de 2011

Minhas impressões sobre o curso de noivos


Há duas semanas fizemos o curso de noivos. Confesso que fomos com bastante má vontade, cheios de preconceitos em relação à obrigação, à validade e a proposta do curso, mas no final das contas foi bom ter passado por mais essa experiência juntos. É engraçado como esse tipo de situação fortalece o casal. Parece um pouco de balela, eu sei, mas é engraçado como faz a gente se unir, ficar mais forte, nem que seja para escapar da interação do curso de noivos.

Tudo, como sempre, começou com apresentação dos casais. Tirando a vergonha que a gente fica, foi até bonitinho. A gente deveria dizer o nome, há quanto tem estava junto e a principal qualidade do nosso noivo. Quando esses momentos acontecem eu fico cheia de vergonha, mas confesso que adoro assistir às pessoas se apresentando. Gosto de ver o comportamento delas, como elas usam as palavras, de que forma o corpo se expressa. E achei bonito. Sou canceriana, romântica por natureza e me encanta ver esse tipo de coisa - desde que não seja nenhuma declaração de amor daquelas mega explícitas, porque aí já ficou brega!! Ah, a minha maior qualidade, dita pelo Diogo, foi meu senso de humor. A pessoa que faz piada de tudo. Daí vocês podem tirar que o curso de noivos foi, no mínimo, engraçado.

Depois seguimos com a palestra de um padre da paróquia. A palestra foi cansativa; a linguagem abordada era bem confusa e parece que a igreja ainda faz questão de usar temas rebuscados apenas para impressionar. Pra ser sincera, eu não entendi ainda o que o padre queria dizer, e também acho que a participação dele foi meio desnecessária. Acho que se estamos ali, duas noites durante a semana (uma delas era feriado, pasmem), é porque, no mínimo, respeitamos e valorizamos a instituição católica, apesar de seus muitos tropeços durante toda sua existência.

Era a vez então de um casal, juntos há quase 30 anos, conversarem conosco. Acho um pouco pretensioso a pessoa que acha que tem a vida perfeita e se julga capaz de aconselhar os outros, mas no final das contas, eu gostei do que ouvi. Claro que é preciso filtrar muita coisa, mas acho que o bate-papo foi bem válido. Eles contaram um pouco de sua experiência de vida, mas com humildade, com coração aberto, sabe? Achei bonito. Eu não tive a sensação de que eles se achavam o casal mais correto do universo, e isso fez com que eu pudesse absorver as coisas boas que eles queriam contar. Eles propuseram um questionário, chamado de "Projeto de Felicidade". Um pouco bobinho, mas se tratava se uma séria de questões importantes sobre o futuro, sobre conversas chatas que devemos ter e muitas vezes deixamos o romance nos levar e não pensamos racionalmente. A idéia era meio pretensiosa, acho que não gostei foi do nome, mas o questionamento era plausível. Questões como quem vai pagar as contas, quantos filhos queremos, vamos ficar com nossos pais na velhice e por aí foi. Questões difíceis de se conversar, eu sei, pois eu e o Diogo já passamos por essa etapa, mas achei bem interessante como a conversa fluiu. Em grandes grupos como este, com pessoas desconhecidas, eu fico mais quieta, não gosto de expor a minha intimidade, mas gosto de ver o depoimento dos outros casais, não com o objetivo de comparar, mas sempre pensando no que eu podia filtrar de bom daquilo tudo. Eis que a primeira noite de curso terminou e o saldo, para mim, foi positivo.

A segunda noite começou com uma palestra sobre finanças com a palestra de um senhor que havia sido gerente de um grande banco. Achei o cara meio arrogante, meio sabichão demais e a palestra dele, me desculpe, foi bem fraca. O objetivo era falar sobre economia doméstica e ele não conseguiu cumprir o que propusera. Fez duas ou três continhas dizendo como a gente deveria guardar R$100 por mês pra ficar rico (tipo, em que mundo ele vive?) e depois começou a falar como tudo era perfeito na vida dele. Acho que era mal de primeira palestra. Após o intervalinho era a vez de uma médica ginecologista abordar o tema da sexualidade. Medo né? O que será que vem por aí!? Mas a palestra começou muito legal. A palestrante estava aposentada, mas trabalhou com mulheres durante 30 anos, e tinha uma linguagem bem despachada, foi engraçado ver um tema tão cheio de tabus pela igreja católica sendo tratado como algo bem comum. Estava tudo bem até ela falar de algumas doencinhas femininas, como a candidíase e uma outra de que não lembro o nome, e simplesmente escreveu no quadro o nome de um medicamento para tal doença. Tipo, se vocês tiverem esses sintomas, usem isso aqui. Achei tão imprudente!!! Uma médida permitir que as próprias mulheres diagnostiquem uma coisa séria e usem o medicamento prescrito por ela, sem saber se aquilo é mais indicado, sem saber o histórico do paciente, sem uma consulta. Achei super errado, e aí ela começou a perder credibilidade comigo. Mas o negócio desandou mesmo quando ela começou a falar de planejamento familiar e começou a descer o sarrafo na pílula e no DIU. Disse que ambos davam câncer, que interferiam na menopausa, que iam causar mil doenças. Depois começou a falar que o DIU só foi liberado no Brasil porque o FMI (até o FMI entrou no rolo) não queria que nosso país evoluísse e praticamente disse que essa bendita evolução da medicina era parte de uma grande teoria da conspiração. Aí eu te pergunto, como evitar uma gravidez então? Ahhh vamos voltar ao passado! Tabelinha! Por que não? A médica indicou então que usássemos métodos pra lá de arcaicos, nada seguros e extremamente questionáveis, que não consideram o ciclo, nem a saúde da mulher. Eu fiquei boba com tudo aquilo. Achei uma volta ao passado e um perigo uma médica, com 30 anos de estrada, dar aquele tipo de conselho a um grande grupo. O maior problema, a meu ver, é que muitos casais ali eram muito simples, daqueles que escutam o que os outros falam e tomam como verdade, sem questionar. Tenho certeza de quem muitos levaram a sério tudo o que ela falou, sem nenhum questionamento. Achei muito imprudente, fiquei super nervosa com aquilo, mas depois, conversando com o Diogo, foi o diagnóstico científico dela, em que muitos vão acreditar, e que vai certinho ao encontro do que a igreja prega, sendo que a igreja em nenhum momento precisou dar um grande discurso condenando o uso desses métodos contraceptivos. Logo seguimos para o encerramento do curso, mas eu estava irritada demais. O final foi bem bonitinho, separaram homens e mulheres em duas salas e no final os futuros maridos voltaram com uma rosa pra gente. Foi fofo, foi fofo!

Enfim, posso dizer que o curso foi válido sim. Acho que tudo é positivo, de tudo a gente consegue tirar alguma coisa boa. Não posso dizer que não gostei 100% do curso, ouvi muitas coisas positivas, ouvi depoimentos legais, ri bastante durante as palestras chatinhas. Não estou dizendo que você não deve fazer o curso, que ele é ruim ou qualquer outra coisa. Existem vários tipos de curso de noivos, até porque não existe uma regra do que este curso deve ser; logo, método, estrutura e conteúdo diferem de uma paróquia para a outra. Essas são as minhas impressões, o que eu achei, um pouco do que eu penso. Mas, apesar de ter gostado de muitas coisas que vi e ouvi, só tenho um recadinho para quem ainda precisa fazer: boa sorte!!!!! Afinal, sendo de humor é a minha principal qualidade :)

21 de março de 2011

Confissões e novidades!


Eu me formei em Administração de Empresas pela ESAG há dois anos, e por toda a faculdade tudo que eu queria era ser uma grande executiva. Queria horas intermináveis de trabalho, um ótimo salário, muitos benefícios e bônus poderosos no final do ano. Estava disposta a pagar o preço e na verdade não dava muita importância a dividir a vida com alguém, tudo o que eu queria era realizar os meus sonhos profissionais. Trabalhei por quase três anos na área de exportação de uma grande vinícola e adorava meu trabalho, mas aos poucos fui começando a ver que muitos dos sonhos que eu tinha no começo da faculdade foram mudando. Fui mudando minha percepção das coisas e comecei a valorizar o que realmente importava. Não estava mais disposta a fazer qualquer coisa por trabalho, não estava disposta a me jogar para qualquer canto do mundo em nome do trabalho e queria muito, mas muito alguém com quem eu pudesse dividir os sonhos, a vida, as frustrações, enfim, eu não queria mais ficar sozinha. Eu tinha a sensação que meu lugar não era mais ali, e resolvi pedir demissão. O término da faculdade também foi decisivo para minha mudança, e então comecei a estudar para concursos públicos. Um pouco influenciada por meu pai, confesso, um pouco seduzida pela estabilidade, e muito por querer ficar em Floripa. Estudei durante um ano, estudei muito, me dediquei 100% e cheguei a passar em sexto lugar para administradora do CREA-SC. Mas o tempo foi passando, eu não fui chamada e aí aquele sentimento de "não estou no lugar certo" começou a bater novamente. Nesse período eu comecei a pensar no que realmente eu gostava de fazer, o que me despertava curiosidade, o que fazia meus olhos brilharem. E foi aí que decidi começar uma pós-graduação em moda, e senti que estava um pouco mais perto de me encontrar. Foi nessa época que eu e o Diogo noivamos, e foi ele que me deu um apoio incondicional para ir atrás do que eu queria, mesmo que isso significasse me jogar em uma área completamente nova. Com a entrada na pós, veio a idéia de abrir um negócio, onde eu poderia conciliar tudo aquilo que gostava: gestão, moda, marketing, pesquisa de mercado, universo feminino e mercado de luxo. Nesse período eu criei o blog, e logo em seguida fui trabalhar na gestão de marketing da Galeria Anderson Miranda. Uma experiência fantástica, onde fiquei ainda mais perto do que havia de mais bonito no mercado de casamentos, e com isso o projeto do negócio de moda ficou em stand by. Meu tempo de galeria foi intenso, mas foi curto. Cada vez mais me batia o sentimento que eu queria algo que fosse meu, cada vez mais a vontade de abraçar minha própria causa, e não deu pra pegar, eu tinha sido picada pelo bichinho da moda e sabia que dessa área eu não ia mais conseguir sair: era a moda que fazia meu coração bater mais forte. Logo eu, que no começo da faculdade, com todo meu orgulho esaguiano achava que fazer moda era uma opção para quem não queria estudar. E outra coisa que eu queria muito, mas muito, que estava decidido que não ia ser apenas uma febre, era o blog. Eu queria investir no blog, torná-lo cada vez mais profissional, mais funcional, e não limitar o que escrevo apenas a ser um diário do meu casamento. Foi então que decidi sair da galeria, e abraçar meus dois projetos: o negócio de moda e o blog.

O meu negócio de moda está nascendo, ele anda, confesso, um pouco negligenciado por causa do tempo que dedico ao blog e pela função do casamento, mas ele sai do forno ainda este ano. Ainda neste universo, decidi fazer um curso que sempre tive vontade de fazer: o de consultoria de moda. Ano passado fiz um mini curso de personal stylist e fiquei ainda mais tentada a fazer o curso completo, e hoje começo este curso tão esperado. Meu objetivo é tornar este blog cada vez mais informativo. Ele sempre vai ser um blog pessoal, um blog meu, onde eu conto as minhas experiência e imprimo o meu gosto, mas queria fazer um trabalho mais profissional, dar minha opinião sobre vestidos, tipos de corpo, o que usar, o que não usar, o que fica bom, o que não fica, baseado na teoria, no que realmente é certo, e não me baseando apenas nas coisas que eu gosto. O que eu quero é poder responder com segurança, saber do que estou falando e montar um espaço onde cada vez mais meninas possam usar, se informar, e, principalmente, confiar no conteúdo que coloco aqui. Hoje a rotina fica um pouco mais apertadinha, mas eu confesso que adoro uma correria, e lido bem melhor com a falta de tempo do que com a falta do que fazer.

Bom, essas foram confissões da blogueira, para vocês entenderem melhor meu mundo, minha vida, matarem um pouquinho da curiosidade, e conhecerem melhor quem escreve tudo isso aqui!

Um grande beijo, apareçam sempre por aqui e comentem muito :) Eu adoro comentários!!!

13 de março de 2011

Lá vem a noiva: desabafo de uma noiva frustrada

"Imaginem esse cenário:

Você conhece um restaurante que gosta muito. Você já foi lá e foi muito bem atendido várias vezes. Comendo bem e bebendo, nunca gastou mais de 70 reais por pessoa pra comer lá!!

Um dia você liga para o gerente e diz:

- Escuta, amigo, vou levar umas 150 pessoas para almoçar aí, mas quero um desconto, ok?

É muito provavel que o amigo conceda sim esse desconto, ou ofereça alguma gentileza como uma sobremesa ou drink por conta da casa. É o mais lógico.

Agora imagine o seguinte. Você liga para o mesmo gerente e fala:

-Olha amigo. Queria muito fazer meu casamento aí com vocês. Mas escute, nós também estamos pagando fotógrafo, cinegrafista, DJ, meu vestido, o traje do meu noivo, os convites, docinhos.... ahH e estamos comprando um apartamento! Meu coração está nas suas mãos, os meus sonhos de criança, e eu escolhi O SEU ESTABELECIMENTO para receber o dia mais importante da minha vida. E aí, qual seria o valor por convidado?

-85 reais por pessoa.... E 2500 reais por ocupar nosso espaço, mais 2500 pra alugar uma tenda, caso você não queira molhar seus convidados se chover. Mais 1800 pra gente disponibilizar copos, pratos, enfim... e 840 pra você ter garçons servindo seus convidados. E cadeiras... bem, só temos 120. Mas fazemos a gentileza de indicar um fornecedor da nossa confiança para que você alugue as mesmas. Ahhh, isso é sem bebida.... sem sobremesa....

-Sem chance!

Por que é tão normal explorar as expectativas de uma noiva? Cade a decência e o bom senso? Tantas noivas assim antes de mim acharam normal essa exploração pra ter deixado o mercado chegar onde chegou?

Alguém conhece a solução?

Desabafo de uma noiva que hoje vai dormir arrasada..."

A Manu Klippel é uma amiga da época do colégio e há um tempo ela e mais duas amigas (também ex-coleguinhas de sala da blogueira aqui) têm um blog fofo, inteligente e bem-humorado, o Top Três. Entre feminices, receitinhas e dicas de viagem, a Manu, que também está noiva, criou a categoria Lá vem a Noiva e divide um pouquinho das suas buscas por um casamento elegante, bonito e barato. Eu pedi autorização pra Manu para transcrever aqui um texto dela, e ela super concordou! Fofa!!! Obrigada, Manu!!! E te espero na páscoa para nosso encontrinho de assuntos casamentícios!!!

10 de março de 2011

4 de março de 2011

The Green Carpet Challenge


Esta matéria recebi de uma querida professora da pós em Moda, e achei o máximo, não apenas pelo cunho ambiental que ela tem, mas para provar que milagres podem ser feitos apenas com nosso bom e velho guarda-roupa e as mãos de uma costureira habilidosa!

O Oscar é uma cerimônia conhecida por figurinos luxuosos e joias deslumbrantes. Looks que são cuidadosamente pensados, desenhados e costurados para serem usados… uma única vez.

A matéria-prima, o trabalho de costureiras e estilistas, tudo é descartado, em geral, depois da noite do Oscar. É verdade que as celebridades não têm que se preocupar com o preço de um novo figurino – ganham milhões de dólares e muitas vezes são pagas para usar esta ou aquela grife. Mas, para Livia Firth, mulher de Colin Firth, ganhador do Oscar de melhor ator, as celebridades poderiam se preocupar com o meio ambiente e fazer do tapete vermelho uma passarela verde.

Foi o que Livia fez com a ajuda da amiga Lucy Siegle, com quem escreveu o blog The Green Carpet Challenge (O desafio do tapete verde) para a edição inglesa da Vogue. No diário, as duas contam como foi possível fazer um look ecologicamente correto – e à altura da ocasião – para Livia.

Livia conta ao Huffington Post que não é uma ecochata: preferia viver em um mundo em que tudo fosse produzido de maneira sustentável e não fosse necessário pensar quais produtos comprar e quais evitar. Mas já que não é assim, Livia diz que não foge da responsabilidade de tentar saber qual é o impacto de suas atitudes e compras sobre o planeta e tentou transmitir essa postura no tapete vermelho.

O seu vestido – eu não imaginaria, se ninguém me contasse! – foi feito a partir de onze vestidos garimpados em brechós de Londres. Todas peças eram da década de 30, retratada pelo filme O Discurso do Rei, pelo qual Colin Firth ganhou a estatueta. O estilista Gary Harvey uniu os tecidos, em tons de rosa e bege, até chegar ao modelo que Livia desfilou no último final de semana no Teatro Kodak, em Hollywood. Nas palavras de Lucy, os vestidos foram “upcycled” – ou seja, não foram apenas reciclados, mas melhorados. As joias de Livia também eram sustentáveis: as pedras tinham certificado de procedência, atestando que não vinham de minas ilegais.

Livia é uma mulher naturalmente bonita, o que é mais de meio caminho andado, mas achei super bem-sucedido o esforço das duas de fazer um look verde para o tapete vermelho. E vocês, o que acharam do figurino? E da ideia de “dar um up” em roupas antigas e fazer um modelito verde?

27 de fevereiro de 2011

Jenifer Hudson: nossa inspiração!

Estou assistindo à chegada das celebridades no red carpet (hoje tem Oscar!) e fiquei impressionada com a mudança no corpo de Jenifer Hudson. Ela está magra, linda, glamurosa! Separei um antes e depois dela para todas nós colocarmos na geladeira e nos inspirarmos! You go, girl!



23 de fevereiro de 2011

Sobre elegância, por Constanza Pascolato


Estou lendo o livro Confidencial, da Constanza Pascolato. Simplesmente demais, toda mulher deveria ler! O livro traz muita coisa que a gente já sabe, mas tem uma sutileza ao trazer mensagens de que muitas vezes nos esquecemos e que são essenciais para tornar uma mulher ainda mais bonita. E por bonita entenda elegante e sofisticada. Falando em elegância, tema polêmico que eu abordei no post de ontem, um capítulo do livro é inteiramente dedicado a ela, e eu deixo aqui uma mensagem fantástica, que se encaixa perfeitamente no que falamos nesta última terça-feira.

"Mesmo que o rigor e bom tom no vestir-se tenham desaparecido, sejam coisas do passado desde que a descontração do guarda-roupa ganhou status de segunda pele, existem regras e princípios básicos para manter a elegância. Para simplificar, costumo dizer que elegância é simplesmente adequação - ao seu corpo, à sua personalidade, ao seu estilo de vida, à sua idade, à sua profissão, à sua casa, aos seus interlocutores, ao seu jeito de ser. Nada mais elegante do que uma mulher alinhadíssima - na roupa, nos movimentos, no jeito de se dirigir ao outro -, que parece conseguir esse resultado sem muitos esforços".

Excelente, não?

22 de fevereiro de 2011

Post desabafo: abaixo o piriguetismo nos casamentos!

Não sei se é porque eu adoro me arrumar, adoro colocar um vestido longo, adoro me sentir chique, adoro colocar um salto alto e me sentir elegante, e isso eu herdei da minha mãe, que por pouco saía de casaco de pele de casa, mas eu fico tão decepcionada quando vejo em algum casamento um modelito piriguéti... Sabe aquela mistura explosiva... salto alto demais, pernas totalmente à mostra, decote mostrando mais do que deveria, detalhes muito provocantes, cores fortes demais misturadas com maquiagem forte demais e acessórios grandes demais? Quando vejo algo assim eu só penso: essa menina não tem nem bom gosto, nem bom senso e muito menos uma amiga!!!

Não que eu não goste de vestidos mais curtinhos. Eu acho super fofo, e dependendo do modelo você consegue estar mais discreta do que muito vestido longo por aí, mas a minha tristeza é em relação à quantidade de pele que muita mulher mostra por aí, enquanto perde a oportunidade de estar chique e elegante. Vai mostrar um pouco mais de pernas? Esquece o decote... Quer um decotão bem lindo? Saia longa e nada de rachas! Vai mostrar um pouco mais na frente? Então não vá de costas nuas!!! É uma conta simples de fazer!!! Não preciso nem falar das formaturas, né? Cada coisa que eu já vi que me dá vontade de chorar! Lembra que há poucos anos, poucos mesmo, pois não deve fazer nem dez anos, havia uma atmosfera de glamour muito maior em relação aos vestidos de festa... Tudo era pensado e preparado com mais cuidado... A etiqueta dos trajes era respeitada, o ambiente da igreja era respeitado... o local onde você estaria junto com os pais e avós dos noivos era respeitado... Claro que tem muita coisa linda por aí, mas eu ainda acho que muita mulher perdeu a noção do bom senso! Ainda que eu goste muito da praticidade que existe hoje em dia quando se fala em vestidos para festas (temos mais opções, temos as fast fashion, temos aluguel de trajes) e que goste ainda mais da democratização da moda, uma coisa eu acho que devia ser preservada para sempre: roupa de festa é roupa de festa! Casamento continua sendo uma festa de família, por mais original que seja, casamento é algo tradicional, é algo que merece que você se vista à altura!

Não quero com isso dizer que você precisa vestir um grande nome da haute couture, ou que precise gastar dinheiro toda vez que tem um evento. Eu mesma faço milagres com as peças que tenho, e que em sua maioria foram super achados. E fora que bom gosto pouco (ou nada) em a ver com dinheiro... Também não quero levantar a bandeira do não ao vestido curto - ok, ao vestido não tão curto, porque vestido curto demais em casamento é vulgar sim! Gosto de decotes, gosto de pernas à mostra, gosto de salto alto, gosto de pele à mostra na medida certa. Tudo é uma questão de equilíbrio! É um desabafo, de quem sempre admirou festas lindas, mulheres muito bem vestidas, looks elegantes... tem algo mais bonito do que isso?


Paula Fernandes definitivamente poderia ter escolhido outro vestidinho pra sair de casa.

13 de fevereiro de 2011

Queremos saber!

Já que hoje é dia dos namorados, qual o segredo de vocês para manter o friozinho na barriga, o romance, o encanto? Casadas, noivas, namoradas, apaixonadas... Queremos saber!!!

Imagem: reprodução

4 de fevereiro de 2011

Conselhos para noivinhas indecisas!

Eu sou uma noiva bem decidida, elaboro bastante minhas idéias antes de ir visitar um profissinal e quando chego lá, sei exatamente o que quero, apenas vamos refinando a idéia. Ouvi alguns elogios por causa desse meu jeito, mas mal sabem eles o trabalho que dá chegar até ter alguma coisa em mente, até definir um estilo, apurar o gosto. Mal sabem eles quanto tempo em frente ao computador, quantos blogs, quantas revistas, quantas coisas pesquisamos, o quanto enlouquecemos com a quantidade de informação e de opções que o mercado apresenta pra gente. É uma função muito gostosa, não existe emoção maior do que pensar cada detalhe da realização do seu sonho, mas é algo que exige da gente bastante tempo e dedicação.

O meu jeito de fazer as coisas é bem particular. Eu tenho esta ferramenta que me permite deixar todos por dentro da organização da nossa festa e é algo fantástico, pois nossos familiares e amigos se sentem mais próximos do nosso casamento, especialmente aqueles que moram longe, mas na hora de decidir os detalhes, eu gosto de ir sozinha. Não é que eu não queira mostrar nada para ninguém, mas eu quero ser fiel ao meu gosto, ao meu estilo. Tem funcionado assim: eu penso na idéia, garanto a validação do noivo e aí eu mostro pro pessoal. Claro, existe aí um bom reflexo do meu lado centralizadora, eu sou assim, mas a questão é que quando levamos muita gente conosco ao decorador, ao estilista, à doceira, é natural que essas pessoas queridas coloquem expressem suas opiniões. E pode ser que nem sempre elas batam com o que você quer, com o que você imagina, com aquilo que você sonhou. E aí as chances de você achar que está errada, que está simples demais, pavão demais, rosa demais, dourado demais, extravagante de menos são bem maiores... Se você estiver indecisa, vai ficar mais ainda... e aí você começa a surtar. Fato.

Não estou dizendo aqui para fazer tudo sozinha, esse é o meu estilo. A minha sugestão é que você leve pessoas muito, mas muito queridas, muito próximas, que respeitem sua escolha, e com quem você tenha intimidade para falar sobre qualquer coisa, inclusive se essa pessoa estiver se metendo demais. Convide sua mãe, sua irmã, as madrinhas mais próximas, aquela tia querida. Pessoas que conheçam bem o seu gosto. E, principalmente, conte com a ajuda do seu noivo. Eu e meu noivo combinamos que ele participaria das decisões financeiras, mas a parte das "coisas de menina" ficaria comigo. Eu adoro essas coisas e ele, bom, ele é homem! Mas cada coisa que eu gosto, que eu vejo de legal, eu conto a ele e tudo que preciso é do aval dele. Eu sei também que se eu quiser fazer algo extravagante demaaaais ele vai me trazer de volta à realidade, e fora isso, vai apenas me dar apoio para que nosso casamento seja muito especial.

Funcionou assim com a nossa decoração, por exemplo. Eu bolei mil conceitos, separei muitas fotos, pesquisei muito, visitei fornecedores, negociei com quem eu mais gostei e fechei. Siiiim! Já temos decoração fechada! O primeiro passo foi mostrar pro noivo. O segundo, para minha irmã, minha fiel escudeira e cujo gosto é muito semelhante ao meu, e não existe ninguém com maior liberdade pra me falar algo do que ela. Depois vieram algumas amigas, sogra, cunhada... Dessa forma eu pude escolher exatamente os detalhes que queria, o noivo validou a escolha, a família adorou o projeto. Resultado: uma noiva feliz e sem surtos!